AUTOR: Mannuel Kuzze | Redação


Há quase 100 anos, desde o surgimento da religião neopagã WICCA na Europa, existe uma tendência em se valorizar os rituais pré – cristãos. Celebrações ao Sol, às estações do ano, à natureza em geral misturadas com um pensamento mágico, de comunhão universal e realidades atemporais.

O movimento hippie da década de 60 e sua contracultura de paz e amor, tiveram nas drogas alucinógenas uma aliada. 

Pois que, à moda brasileira, observamos um novo xamanismo surgindo. Ele mescla elementos do neopaganismo wicca , com seus rituais e festejos voltados à natureza aliados a um pensamento mágico superior, com a “doideira” hippie, com seus alucinógenos.

O xamã moderno brasileiro além de sacerdote, com seus atributos esotéricos de inspirações divinas, é também um ícone geracional, tal qual um antigo rock star. Os fãs, ou melhor, os frequentadores do templo, embasbacam-se com as performances do sacerdote.

Nos templos xamânicos brasileiros há muita música norte americana. Não aquela oriunda dos antigos escravizados, mas as dos povos indígenas originários.

Como Raul Seixas já dizia ” mistura-se Beethoven, Ringo Star e Napoleão”. No xamanismo quenguenhem, mistura-se cabeça de boi texana, com ayahuasca peruana e rapé brasileiro. 

Não entrarei no mérito medicinal do chá. Ele existe e há vasta comprovação científica a respeito.

O que me chama a atenção é esse maravilhoso sincretismo brasileiro, incansável de tanto sincretizar. Tal qual um bom canibalista, ingerimos as entranhas culturais estrangeiras e transformamo-nas em uma religião pós nova era.

Bruxos hippies, os novos xamãs magnetizam a galera moderninha. A galera Z que não curte uma hóstia mas toma um cipó de boa. 

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