Autor: Pedro Varkala | Redação


Ficou claro que a passagem do técnico Abel Ferreira pelo Alviverde está caminhando a passos largos para um fim melancólico. A atuação vergonhosa da equipe do Palmeiras contra o Corinthians, no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, no Allianz Parque, é a prova disso.

A inferioridade técnica em relação ao rival, principalmente nos setores centrais do campo, agravada pela falta de criatividade no ataque, assinaram o resultado amargo e de difícil reversão.

É evidente que Abel Ferreira se desgastou com o tempo. Antes, mesmo que com constantes teimosias, demonstrava um grande empenho em consertar os pontos fracos da equipe. Entre os lampejos de genialidade, diversos títulos – 10, no total – foram empilhados nas prateleiras do Alviverde.

Desde 2023, porém, o técnico passou a se portar como dono da instituição – com o aval da presidente Leila Pereira. Há de se pontuar, também, que o título do Campeonato Brasileiro conquistado neste mesmo ano foi conquistado por um único nome: Endrick Felipe Moreira de Sousa; este que, por muitas vezes, fora renegado por Abel Ferreira durante sua passagem. Não fosse pelo garoto de 17 anos, à época, o contrato do comandante palmeirense teria sido encerrado.

Acomodado desde então, Abel Ferreira parece querer apenas dar palpites, bajular atletas e confrontar jornalistas em coletivas. Em relação à equipe, mesmo com o, no papel, melhor elenco desde a sua chegada ao Brasil, em 2020, o rendimento deixa – e muito – a desejar.

Atuações coletivamente pobres, além das constantes falhas individuais, marcam duas fracas temporadas consecutivas do Palmeiras. Nomes como os de Weverton, Richard Ríos, Raphael Veiga e Gustavo Gómez (agora lesionado) já não demonstram o mesmo futebol apresentado anos atrás.

Pelo bem da instituição Sociedade Esportiva Palmeiras e de sua idolatria, Abel Ferreira deve pedir o boné e se despedir das atividades no Brasil. Porém, como é tratado de forma quase angelical pela diretoria alviverde, não abrirá mão de seus três milhões de reais por mês por puro ‘amor à camisa’; afinal, Abel Ferreira jamais fora “palmeirense de verdade”, rótulo que ele próprio adora impor para diminuir aqueles que o criticam.


Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião editorial da TIESA News.

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