Alejandro Dominguez compara times brasileiros à Chita, a macaca de Tarzan, se desculpa e gera polêmica

Autor: Miguel Gonçalves | Redação


Luighi, jogador do sub-20 do Palmeiras, foi aos prantos em entrevista ao final do jogo contra o Cerro Porteño pela Libertadores Sub-20. Na ocasião, o clube paulista venceu o encontro por 3×0, mas deixou o Paraguai sem motivo algum para comemorar. O atacante foi vítima de insultos racistas, foi substituído e ainda no banco de reservas foi visto chorando. Com apenas 18 anos, foi forte e coeso à frente das câmeras: “é a mesma dor que todos os negros têm sentido ao longo da história, porque as coisas evoluem, mas nunca estão 100% resolvidas.”

O garoto palestrino traz à tona o real sentimento de todo cidadão com senso de humanidade: as coisas nunca estão 100% resolvidas. A CBF se juntou ao Palmeiras para retaliar e exigir reparações e mudanças frente à Conmebol. Não funcionou. A punição foi ridícula (para não dizer inexiste), e de apenas 50 mil dólares além de promover campanhas contra o racismo em suas redes sociais.

É preciso pontuar: medidas esportivas não combatem crimes. Multar o Cerro Porteño não resolve. Jogar sem torcida não resolve. Promover campanha em rede social não resolve. As punições inócuas frente a atos criminosos é reflexo do que é a Conmebol. E nem é preciso descrever sobre ela, o seu desilustre Presidente faz muito bem esta questão.

Diante dessa inação, a Presidente do Palmeiras levantou uma forte indagação: vale a pena continuar participando de competições organizadas por uma entidade que trata o racismo com tamanho desdém?

Não é a primeira vez, nem a segunda e nem a terceira. Em 2022, foram dois casos em uma semana, contra Bragantino e Corinthians. A tendência não é a diminuição dos casos, pelo contrário. E o que faz a Conmebol?

O racismo no futebol da América do Sul é institucionalizado. Em 2024, o Lanús ajudou a pagar a fiança de um torcedor preso por fazer atos racistas em direção da torcida do Cruzeiro, em jogo válido pela Sulamericana.

Particularmente, Leila está correta. Vale a pena submeter os clubes brasileiros ao retrocesso, ao racismo, ao descaso e ao descompromisso da Conmebol? É fato que muito perderia a instituição em perder as principais atrações e a principal fonte de renda do continente.

Por isso, Alejandro Domínguez responde quando perguntado sobre uma Libertadores sem clubes brasileiros: “Libertadores sem Brasil é como Tarzan sem Chita”. Sem pestanejar, compara o Brasil à macaca Chita.

Passaram-se as últimas semanas falando do que ocorreu com Luighi, e a melhor comparação que vem à brilhante mente de Alejandro é com um macaco? Que tipo de mudança há de vir de uma instituição presidida por um sujeito baixo como este?

Para quem ainda acreditava em punições severas ao racismo, este episódio é a clara elucidação de que a prática alcançou o mais alto posto do futebol sulamericano.

A postura agora deve ser outra: ou este sujeito renuncia, ou os clubes brasileiros não jogam. É verdade que isso só aconteceria numa verdadeira utopia, haja vista os acordos comerciais, patrocínios, obrigações etc, mas é o recurso plausível.

Com racista, não há diálogo. Há prisão e ponto. É a escória da sociedade.

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