AUTOR: Francisco Varkala | Redação
Não deu outra: diante de sua torcida, o Corinthians conseguiu segurar o Palmeiras e, com requintes de crueldade, manteve o zero a zero no placar do começo ao fim.
O jogo permaneceria tão inócuo quanto começou não fossem pequenos bons momentos de inspiração. O mais destacável, curiosamente, do Corinthians, no primeiro tempo: em chute de fora, Garro acertou a trave direita de Weverton.
Nessa fase, o jogo era definido na transmissão como “estudado”. E não poderia ser por menos; o Corinthians, reativo, não precisaria se expôr; e o Palmeiras, sem conseguir se postar no meio campo – mesmo com a dupla de cabeças de área montada por Abel Ferreira -, assistia ao rival comandando as ações.
O lance capital da partida viria aos 30 minutos do segundo tempo. Em saída em velocidade de Vitor Roque, o já amarelado Félix Torres se atira para impedir a chance de gol. Sem cartões para o zagueiro, que, com mais um amarelo, seria expulso.
Raphael Veiga foi o encarregado da cobrança, algo, aparentemente, fora do script. Isso porque Weverton veio correndo do seu gol para ordenar que o capitão da camisa 23 fosse o cobrador da vez. Uma pena para os palmeirenses, que viram o ídolo telegrafar sua batida no canto direito do iluminado arqueiro Hugo Souza, que defendeu.
Três minutos depois, agora sim, expulsões. Félix Torres, salvo instantes antes, fez falta na entrada da área e recebeu o vermelho, e Abel Ferreira, justamente por reclamação excessiva pelo primeiro lance de Torres.
No final da partida, uma das bandeirinhas de escanteio – a do lado esquerdo do gol defendido pelos palmeirenses – ainda seria palco de uma confusão generalizada, que, com direitos a socos, tapas e chutes, expulsou os reservas Marcelo Lomba (Palmeiras) e Martínez (Corinthians).
Uma centena de sinalizadores foram acesos pelos torcedores corintianos no final do jogo. Certos da vitória, tinham no time em campo seu fiel aliado na manutenção do resultado, mesmo com um jogador a menos. O clima era bom: Memphis ainda ficaria equilibrado em cima da bola e Yuri Alberto quase faria o gol do título, não fosse a ótima defesa de Weverton.
O título é, sobretudo, um desabafo do corintiano. De um torcedor que, semanas atrás, parecia ter visto tudo desmoronar na eliminação precoce na Libertadores, agora celebra ante o maior rival.
Ao palmeirense, resta a absoluta incerteza sobre a capacidade da comissão técnica e elenco acerca da manutenção da competitividade do time tantas vezes campeão. Agora, porém, parece haver um desgaste, cada vez mais nítido, talvez, na compreensão das ideias por parte dos atletas. Pode ser qualquer coisa, mas é indiscutível que há algo errado. Ou melhor, para quem assiste. Para o treinador e diretoria, não. De forma alguma. Está tudo caminhando corretamente, somente com alguns pequenos contratempos.






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