AUTOR: Francisco Varkala | Redação




O Vaticano confirmou, na manhã desta segunda-feira (21), a morte do Papa Francisco, aos 88 anos. Ele estava internado havia quase 40 dias no Hospital Gemelli, em Roma, tratando uma infecção polimicrobiana que evoluiu com diversas complicações.

Durante a internação, o quadro foi classificado como “complexo” pela equipe médica. O pontífice sofreu uma pneumonia dupla e uma crise respiratória prolongada, com sintomas semelhantes aos da asma, o que comprometeu sua capacidade pulmonar.

Francisco era o líder da Igreja Católica desde março de 2013, quando foi eleito após a renúncia de Bento XVI. Primeiro papa latino-americano da história, Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 17 de dezembro de 1936. De origem simples, atuou como técnico químico antes de ingressar na Companhia de Jesus, sendo ordenado sacerdote em 1969.

Torcedor apaixonado do San Lorenzo, time tradicional de Buenos Aires, Bergoglio manteve o carisma e a linguagem acessível mesmo após a eleição ao papado. Seu pontificado foi marcado por gestos de simplicidade e um esforço contínuo por reformas internas na Igreja, com foco na acolhida, no combate à exclusão social e na defesa do meio ambiente.

Nos últimos anos, enfrentou uma série de problemas de saúde, incluindo cirurgias no intestino e dificuldades de locomoção, que o fizeram usar cadeira de rodas. Apesar disso, resistiu à ideia de renúncia e seguiu ativo em compromissos até o agravamento do quadro respiratório que o levou à internação.

Francisco deixa um legado de aproximação com os mais pobres, abertura ao diálogo inter-religioso e tentativa de modernização da Igreja em meio a uma sociedade em transformação. O velório será realizado na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O conclave para a escolha do novo papa ainda não tem data marcada.

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