AUTOR: Giovanni Ghioldi | Redação
Após diversas tentativas de reorientar sua trajetória, a Casa das Ideias finalmente entregou um filme que, além de funcionar muito bem por si só, encerra de forma digna a conturbada fase atual e prepara o terreno para os próximos projetos. A produção resgata o clima clássico das saudosas obras da Marvel pré-2019, reacendendo o entusiasmo dos fãs.
O longa destaca personagens que, em meio ao caos que a cronologia do estúdio se tornou, haviam sido deixados de lado – como Yelena Belova, irmã da Viúva Negra (Scarlett Johansson), interpretada pela talentosíssima Florence Pugh, que aqui assume o protagonismo. Também ganham destaque o Guardião Vermelho (David Harbour), o Agente Americano (Wyatt Russell) e a Fantasma (Hannah John-Kamen), todos subutilizados em suas respectivas introduções.
O elenco ainda conta com Sebastian Stan no papel de Bucky Barnes, o Soldado Invernal; Lewis Pullman, que entrega uma atuação marcante como o Sentinela, ou, para os mais íntimos, Bob; e Julia Louis-Dreyfus, que retorna como a manipuladora Valentina Allegra de Fontaine.
Com uma trama simples, o longa opta por focar em seu maior ponto forte – e também seu diferencial em meio às demais produções da Disney: os integrantes da equipe que dá nome ao filme. É justamente esse foco que faz de Thunderbolts* um ponto fora da curva. O filme não tem receio de deixar de lado coreografias mirabolantes, preferindo cenas de ação mais íntimas e realistas. O terceiro ato, por sua vez, busca uma solução inteligente para o conflito apresentado, evitando reduzir os protagonistas – que, inegavelmente, são fisicamente mais fracos que o vilão – a uma luta genérica e vazia. O confronto entre os Thunderbolts e o Sentinela resulta em cenas ricas em desenvolvimento de personagem.
No fim das contas, Thunderbolts* é uma grata surpresa – e uma das melhores decisões criativas da Marvel em anos. Sua proposta, ao mesmo tempo contida e ousada, entrega um respiro bem-vindo e um ótimo vislumbre dos futuros projetos da Marvel. É o tipo de filme que te faz lembrar por que você gostava tanto desse universo em primeiro lugar. E se continuarmos nessa linha, se houver coragem o suficiente para explorar o potencial de cada personagem anunciado nos milhares de filmes que vêm por aí, estaremos muito bem servidos nos próximos anos.






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