AUTOR: Giovanni Ghioldi | Redação


Após três anos de seu grande sucesso Top Gun: Maverick (2022), Joseph Kosinski retorna com mais um projeto para as grandes telas, F1 (O Filme), estrelado por Brad Pitt, Damson Idris, Kerry Condon e Javier Bardem. O longa nos traz a história de um piloto veterano, Sonny Hayes, interpretado por Brad Pitt, que depois de um evento que o afastou das pistas de Fórmula 1, se viu retornando aos autódromos da categoria rainha do automobilismo a pedido de um velho companheiro de corridas.

A trama se desenvolve em meio às diversas decisões ruins do passado de nosso protagonista, que ainda o assombram e reverberam em discussões com seus companheiros de equipe, em destaque, Joshua Pierce, interpretado por Damson Idris.

O filme é extremamente hábil no quesito técnico, trazendo cenas de tirar o fôlego em cada uma das diversas corridas, boxes e discussões estratégicas, todas carregadas por excelentes atuações do elenco. No entanto, um padrão desagradável que tenho observado nos filmes de Joseph Kosinski e que se repetiu neste, é a qualidade inferior do roteiro. Neste caso, os eventos e o desenvolvimento da trama são, além de clichês, previsíveis nos primeiros minutos do filme, é possível observar a estrutura de uma jornada do herói, que tem seus altos, porém não ultrapassa a mediocridade.

A previsibilidade do roteiro, assinado por Ehren Kruger, não só prejudica o divertimento do espectador com o longa em si, mas também o conflito pelo protagonismo de Joshua (Damson Idris) e Sonny (Brad Pitt), que constantemente disputam pelo controle e presença na narrativa. Isso leva os personagens a avançarem seu desenvolvimento de maneira abrupta.

O mesmo déficit na qualidade do roteiro não pode ser dito quando se discute o aspecto técnico do filme, que, em minha visão, ultrapassa todos os limites impostos pelos projetos anteriores do diretor. Joseph Kosinski traz todo seu aprendizado de Tron: O Legado (2010) e Top Gun: Maverick (2022) e eleva os melhores aspectos de cada longa nesta direção. De cenas imersas no cockpit do piloto a trechos dos corredores disputando pela vitória nas pistas, cada momento que não depende da qualidade questionável dos diálogos e eventos fora das pistas é o verdadeiro motivo pelo qual vamos ao cinema. São cenas que despertam os melhores sentimentos possíveis ao assistir a um filme como esse — um espetáculo visual.

Em resumo, F1 (O Filme) entrega uma experiência cinematográfica visualmente deslumbrante, com direção técnica impecável e sequências de corrida de altíssimo nível. No entanto, tropeça em um roteiro previsível e em personagens que disputam espaço de forma desordenada. Mesmo assim, para os fãs de velocidade e emoção nas pistas, o filme tem muito a oferecer, desde que se aceite a simplicidade de sua história e se mergulhe com força na sua estética.

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